Dicas práticas para adaptar sua pequena empresa à Reforma Tributária

Afinal, adaptar sua empresa à Reforma Tributária exige mais do que acompanhar as notícias, é sobre agir com antecedência, entender impactos e traçar um plano de ação assertivo.

A maioria das empresas no Brasil são micro e pequenas, cerca de 95% dos negócios ativos no país pertencem a esse grupo, que geram aproximadamente 30% do PIB, isso segundo o SEBRAE.

Então, muitas empresas ainda enxergam este projeto como algo distante. Embora segundo uma matéria da CNN, 65% dos líderes empresariais acreditam que as novas regras afetarão diretamente seus negócios.

Neste artigo, convidamos você a entender o que muda, como isso afeta o seu negócio, para que sua empresa possa se posicionar melhor nesse novo cenário!

O que é a Reforma Tributária?

Antes de mais nada, adaptar sua empresa à Reforma Tributária começa por entender o que é e seus efeitos.

Essa “Reforma” em discussão atualmente visa reorganizar o sistema de impostos sobre o consumo no Brasil, substituindo tributos como estes a seguir.

Os impostos que sofrerão mudanças são o ICMS, ISS, PIS, Cofins e IPI, pois teremos novos tributos como o IBS (Imposto sobre Bens e Serviços) e a CBS (Contribuição sobre Bens e Serviços), e ainda criando um Imposto Seletivo para determinados produtos.

Por isso, dentre as principais mudanças previstas estão: a unificação dos tributos de consumo em novos instrumentos não cumulativos, com possibilidade de crédito tributário ao longo da cadeia.

No mais, há o fim gradual de tributos como o ICMS, ISS e PIS/Cofins, com migração prevista entre 2026 e 2033.

Então, como empresário de pequeno porte, você já sabe que no Brasil a carga tributária e a complexidade fiscal são desafios constantes.

Agora, com a chamada Reforma Tributária em curso, esse desafio se intensifica, mas também traz oportunidades de simplificação, previsibilidade e melhor reorganização.

Por que é preciso adaptar sua empresa à Reforma Tributária?

Antes de tudo, ao adaptar sua empresa à Reforma Tributária, precisamos falar do Simples Nacional. Que é um regime diferenciado para micro e pequenas empresas, mas com ajustes e limitações na geração de créditos tributários.

No mais, há mais exigências de controles eletrônicos, emissão a padronizada de notas fiscais, cruzamentos de dados em tempo real e uma fiscalização automatizada.

Ou seja, a transição para o novo modelo exigirá que você revise o regime tributário atual do negócio (Simples, Lucro Presumido ou Lucro Real), avalie a viabilidade de migrar ou permanecer no Simples, considerando os impactos em margem e na competitividade da sua empresa.

E se você vende para outras empresas (B2B), pode se deparar com clientes que exigem fornecedores que gerem créditos fiscais mais vantajosos, ou seja, quem não conseguir acompanhar pode perder espaço.

Lembre-se, a carga tributária pode subir ou descer, dependendo do setor, da estrutura do negócio e do grau em que você consegue aproveitar créditos ou ajustar suas operações.

Em resumo, adaptar sua empresa à Reforma Fiscal é uma necessidade para manter competitividade e evitar surpresas desagradáveis no futuro.

Dicas práticas para adaptar sua empresa à Reforma Tributária

Como vimos, alinhar sua empresa à Reforma Tributária é um processo gradual, e quanto antes você agir, melhor será o resultado. A seguir, veja sugestões que preparamos para você seguir:

  1. Faça simulações tributárias
    • Projete cenários com os novos tributos (IBS, CBS e o Imposto Seletivo) e compare com o que você paga hoje no Simples ou nos regimes atuais.
    • Use softwares ou planilhas que permitam simular margens, impacto de crédito e mudança de regime.
  2. Reavalie seu regime tributário
    • Verifique se permanecer no Simples Nacional será vantajoso ou se migrar para Lucro Presumido ou Real poderá gerar menores perdas.
    • Analise o novo modelo híbrido possível: manter parte da tributação simplificada e recolher IBS e CBS no regime comum para gerar crédito.
  3. Invista em sistemas fiscais e contabilidade modernos
    • Adote (ou atualize) softwares de gestão, ERP ou sistemas contábeis que já integrem a lógica de geração de créditos e cálculo automático do IBS/CBS.
    • Garanta emissão de nota fiscal digital padronizada e compatível com os novos requisitos governamentais.
  4. Organize a documentação e processos internos
    • Mantenha registros rigorosos de notas fiscais, documentos fiscais, entradas e saídas de mercadoria, separação de insumos e produtos.
    • Redesenhe processos para maximizar a apropriação de crédito tributário, sempre que possível.
    • Crie rotinas fiscais e fiscais-revisão periódica para verificar divergências e evitar autuações.
  5. Monitore legislações, prazos e cronogramas
    • A transição entre os modelos antigo e novo ocorrerá gradualmente até 2033.
    • Acompanhe decretos, normas complementares e regulamentações estaduais e municipais que definirão alíquotas, regras de crédito e datas de migração.

Agora, aproveite para conhecer nossa solução para essa nova realidade, pois muitos clientes também desconhecem como a Reforma Tributária afetará os preços, as operações do negócio, a área fiscal e a competitividade do seu negócio.

Conclusão

Finalmente, adaptar sua empresa à Reforma Tributária é um exercício de estratégia, antecedência e envolvimento com cada área do negócio.

Então, a boa notícia é que você não precisa esperar até 2026, pois pode começar hoje a planejar, simular, treinar e organizar, pois vai fazer muita diferença. E nossa empresa pode te ajudar com tudo isso. FALE CONOSCO

 

 

 

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